sábado, 26 de setembro de 2009

Exarcebo²



Sempre acabo progredindo na medida em que começo a não entender nada de nada.
Quero dizer o que eu penso e sinto hoje, com a condição de que talvez amanhã eu vá contradizer tudo.
Se amo alguns livros são aqueles em que sinto que o seu autor, que pode ter morrido séculos antes de eu ter sido engendrada, se dirigia a mim, a mim pessoal e concretamente, a mim em confidência. No entanto, quanto menos tempo tenho para praticar as coisas, menos curiosidade sinto em aprendê-las.
Me sinto bem em não participar de nada. Me alegra não estar apaixonada e não estar de bem com o mundo. Gosto de me sentir estranho a tudo. Incrível.

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